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Deep Purple foi a despedida perfeita no palco do Best of Blues and Rock 2025

A 12° edição do Best of Blues and Rock 2025 chegou ao fim neste domingo (15) com um encerramento histórico comandado pelo Deep Purple. Durante quatro dias, o festival transformou o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em um verdadeiro templo do blues e do rock, reunindo lendas, novas promessas e um público apaixonado.

por suzana

No último dia do Best of Blues and Rock 2025, São Paulo amanheceu com aquele frio típico de outono, mas quem foi ao Parque do Ibirapuera no domingo (15) sabia que o calor ia vir de outro lugar: do palco. A programação do dia prometia uma viagem entre gerações do rock e entregou exatamente isso (e um pouco mais).

Quem abriu os trabalhos foi a banda Hurricanes, com pegada retrô, visual old school e uma energia contagiante, o quarteto mostrou por que está chamando atenção na nova cena. O setlist foi um passeio firme entre os dois álbuns do grupo — o debut “Hurricanes” (2023) e o mais recente “Back to the Basement” (2024) — com influências claras de clássicos do hard rock e do blues britânico dos anos 70.

Mas o que realmente deixou o momento especial foi o contexto: essa foi a primeira vez que a banda tocou em um festival desse porte, e mais do que isso, estavam abrindo o palco para a sua maior referência musical, o Deep Purple.

Na sequência, a noite ganhou novos tons com a chegada de Judith Hill, que fez sua estreia nos palcos brasileiros com classe e potência. Ex-backing vocal de Michael Jackson e colaboradora de Prince, Hill já tinha currículo de sobra, mas foi ao vivo que ela realmente impressionou. Sozinha no palco com sua banda, ela criou um clima íntimo e emocionante, misturando funk, soul e rock com vocais que arrepiam até quem estava mais longe.

A cada música, a artista de Los Angeles conduzia o público numa montanha-russa de sentimento, com destaque para os momentos em que largava o microfone e deixava só a interpretação falar. Foi um show de presença, de alma, e de conexão. E o Brasil, definitivamente, quer vê-la de novo.

Clássico é clássico: Deep Purple encerra o festival com show poderoso

 

Parece impossível, mas o Deep Purple fez de novo. Pontuais como bons britânicos, os veteranos subiram ao palco do Best of Blues and Rock 2025 às 20:20 no último e único show no Brasil, mais uma performance que provou, sem dúvida nenhuma, que o tempo não enfraquece lendas.

A banda voltou ao Brasil menos de um ano após sua última passagem, quando tocou em São Paulo e no Rock in Rio 2024. E mesmo com pouco tempo entre os shows, o Parque do Ibirapuera ficou lotado.

Com mais de cinco décadas de estrada e um fôlego invejável, o Deep Purple mostrou por que ainda arrasta multidões. No palco, Ian Gillan (voz), Ian Paice (bateria), Roger Glover (baixo) e Don Airey (teclados), dividiram espaço com o guitarrista Simon McBride, o caçula da formação atual.

O setlist foi equilibrado: abriram com a clássica “Highway Star” e, ao longo do show, vieram os hinos que levantaram a multidão, como “Smoke on the Water”, “Black Night” e “Hush”, essa última, um cover eternizado por eles ainda nos anos 60.

Sem exageros visuais e pirotecnia, diferente do Alice Cooper no dia anterior sábado (14) o show foi puro foco na música, como antigamente. Cada integrante brilhou no seu espaço, entregando uma apresentação segura, carismática e afiada. Mesmo repetindo boa parte do repertório do ano passado, a experiência é daquelas que vale ser vivida de novo, e de novo.

🧩 Um festival que sabe se reinventar

Com o encerramento da 12ª edição, o Best of Blues and Rock reafirma sua relevância no calendário nacional.

Mais do que um evento, virou ponto de encontro de apaixonados por música de verdade, que vivem isso todos os dias! E se depender da energia que vimos nos palcos, a história desse festival ainda tem muitos riffs pela frente.

 

Tags: Best of Blues and Rock 2025 – ultimo dia

Categorias: internacional

Nicole Pereira

Social mídia, fotógrafa, entrevistas.

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